Seguindo a série de artigos sobre o novo aquário que montei ha alguns meses, falo agora sobre as plantas.
Minha proposta inicial era a de um aquário de manutenção simples, até porque não teria tanto tempo disponível para grandes procedimentos. (Hoje faço trocas parciais de água toda sexta-feira, momento que elegí para podas da plantas e pequenas alterações na decoração do aqua. Processo que leva de 1 a 2 horas.)
Consultando as lojas na região, optei por 3 espécies diferentes:
Vallisneria Americana: Planta original dos Estados Unidos, é muito comum em diversos tipos de aquário. Não depende de grande iluminação, é resistente e desenvolve-se rapidamente. Cresce até um palmo de comprimento aproximadamente.
No meu aquário, após 1 mês plantada já havia gerado um broto. A planta cria raízes profundas e espalha-se por meio de brotações em regiões vizinhas. Atualmente tenho tantos brotos novos que já perdí a conta. A poda deve ser feita preferencialmente pela base das folhas, mas confesso que isso nem sempre é possível, e não representa problema para a planta.
Cabomba Caroliniana: É tida como boa oxigenadora e pode ser plantada ou mantida em flutuação. Exige boa iluminação e nesta condição cresce muito rapidamente.
No meu aquário a Cabomba desenvolveu-se rapidamente, porém, sua fixação no substrato não é tão boa quanto a da Vallisneria. A planta tem tendência a procurar a superfície e por isso cria longos caules. No meu caso isso chegou a ser um problema devido ao pequeno espaço disponível, mas atualmente mantenho a planta apenas atrás da estrutura da torre da bomba submersa. As podas são constantes e é possível fazer pegar novos brotos enterrando pequenos pedaços da planta.
Bacopa: Pra falar a verdade ainda tenho dúvida que a espécie presente no meu aquário seja realmente uma Bacopa Monniera. Suas características são muito parecidas, mas a minha apresenta o caule com coloração avermelhada.
Em breve devo atualizar este artigo com a variedade específica da minha Bacopa, afinal existem mais de 100!
Outra planta que se adaptou muito bem, criando uma verdadeira “floresta” com seus caules mais rígidos e folhas abundantes. Serviu muito bem como esconderijo para os filhotes de Platís que surgiam inesperadamente.
Como o plantio ocorreu juntamente da acomodação inicial do substrato (na montagem do aquário), este foi um processo simples. Como o aquário ainda não contava com peixes e tudo era novo, optei por aumentar bastante a iluminação (em torno de 18h por dia) por duas semanas. Neste período já pode perceber a preferência das plantas por “buscar” os pontos de maior luminosidade, e o quanto isso afetaria a disposição das mesmas no longo prazo.
Eu optei por manter meu aquário ciclando por um mês antes de adicionar qualquer peixe, período que as plantas tiveram para se fixar e adaptar, bem como ajudar na criação de certa qantidade de materia orgânico para as colônias de bactérias.



