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Tiago Loges trabalha com TI, gosta de tecnologia, pescaria e aquário. Também tem outros hobbies e histórias pra contar, mas pra saber disso você deve acompanhar o www.loges.com.br
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tloges has written 15 articles so far, you can find them below.
Filed under iPad by Tiago Loges on 13 March, 2011 at 16:55
2 comments
Na última semana, dia 2 de março, ocorreu o evento de lançamento do iPad 2. A Apple já havia de certa forma confirmado que este evento seria sobre o iPad 2 porque o convite entregue aos jornalistas mostrava uma imagem do novo tablet, então o tradicional suspense já havia sido quebrado.
No evento de lançamento, o próprio Steve Jobs apresentou o novo produto, dando ênfase para o FaceTime, a gravação de vídeo em HD, a presença do GarageBand no iPad e caracteristicas novas como a menor espessura, maior velocidade de processamento e a autonomia da bateria mantida em 10 horas mesmo com a redução de peso e tamanho.
No evento também foi anunciada a data de disponibilidade do iPad 2 nas lojas americanas, 11 de março. No momento que escrevo este artigo, a maioria das lojas da Apple nos Estados Unidos estão com os estoques esgotados. Apenas 15 horas após o início das vendas.
E já começaram a ser divulgadas imagens do interior do novo iPad, revelando em detalhes sua composição.
Entre as novidades mais marcantes temos a redução na sua espessura em 30%, fazendo com que o aparelho tenha agora apenas 8,8mm, mais fino que o iPhone 4, também uma considerável redução de peso: o iPad 2 pesa agora apenas 601g (versão Wi-Fi) e 613g (versão 3G).
As melhorias na parte gráfica são enormes, um novo processador gráfico leva o iPad 2 para um novo patamar de performance (veja mais abaixo). Em contrapartida a tela que manteve a mesma resolução de 1024×768 será uma decepção para alguns.
Mais uma vez, os recursos de localização GPS foram implementados apenas na versão 3G. Este pode ser um critério importante para escolha da versão do iPad 2.
O novo iPad traz 2 câmeras. Uma câmera frontal, de baixa resolução, para video chamadas (FaceTime). E uma câmera traseira de resolução maior, capaz de gravar videos HD 720p a 30 frames por segundo. Ainda assim os primeiros reviews mostram que a qualidade das câmeras do iPad 2 é menor que as câmeras disponíveis no iPhone 4.
Veja abaixo as especificações técnicas do iPad2 em detalhes e minhas considerações:
Processador do iPad 2:
O novo iPad traz o novo processador Apple A5. Pela primeira vez equipado com um processador Dual Core, o iPad 2 apresenta um desempenho 2x maior que a primeira versão. O chip atual, APL0498, substitui o anterior A4 APL0398 que equipava o iPhone 4 e o iPad de primeira geração.
O processador Apple A5 trabalha com seu Bus em 200MHz e integra 512MB de memória RAM.
A quantidade memória, que foi tema de discussão mesmo depois do evento de lançamento devido ao mistério mantido pela Apple, foi confirmada pela seguinte inscrição no processador: ECl035E1
Este part number pertence a Samsung e refere-se a 512MB RAM.
Implementação do Touch Screen no iPad 2:
Os chips responsáveis pelo controle do touch screen capacitivo do iPad 2 são os Broadcom BCM5973KFBGH e BCM5974 CKFBGH, a mesma combinação que foi usada na primeira versão do iPad, ou seja, em termos de hardware, não há nada novo no touchscreen do novo iPad.
Recursos Wi-Fi:
A placa wi-fi do iPad2 é comandada pelo integrado BCM43291HKUBC da Broadcom. Este chip integra as funções de Wi-Fi IEEE 802.11 a/b/g/n, Bluetooth® 2.1 + EDR, receptor e transmissor de FM.
Este chip é usado em grande parte dos smartphones e como visto nas especificações, integra também funções de FM. O iPad poderia ter sintonizador e transmissor de rádio FM, mas muito provavelmente a parte de hardware externa ao chip, como antena, indutores, etc não foram incluidas por limitações de espaço.
Bateria do iPad2:
O iPad 2 traz uma bateria gigante dividida em 3 células, ocupando 49% da área do aparelho. Na primeira versão do iPad a bateria era dividida em 2 células e ocupava 27% da área interna. Mesmo assim, a capacidade da bateria de 25watt-hora é praticamente a mesma do modelo anterior. Por isso, a garantia de 10h de autonomia se dá muito mais por melhorias no processador A5.
Capacidade de Armazenamento:
O iPad 2 traz 3 versões de capacidade de armazenamento: 16GB, 32GB e 64GB.
Os chips de memória NAND Flash são fornecidos pela Toshiba.
Processador Gráfico no iPad 2:
O iPad 2 traz um novo processador gráfico PowerVR SGX543MP2. Em relação ao seu antecessor (SGX535 do iPad 1) o novo processador gráfico apresenta performances médias 500% maiores!
Benchmarks completos como este mostram que o iPad 2 tem um potencial enorme na área de games. Esperamos por novos jogos desenvolvidos para aproveitar essa capacidade.
Tabela Comparativa iPad 1 vs iPad 2:
| Característica |
iPad 1 |
iPad 2 |
| Tamanho da tela |
9,7 polegadas |
9,7 polegadas |
| Resolução da tela |
1024 x 768px |
1024 x 768px |
| Dimensões |
242,8 x 189,7mm |
241,2 x 185,7mm |
| Espessura |
13,4mm |
8,8mm |
| Peso (WiFi / WiFi + 3G) |
680g / 730g |
601g / 613g |
| Processador |
Apple A4 1GHz |
Dual-core A5 1GHz |
| Memória RAM |
256MB |
512MB |
| Autonomia da Bateria |
10 horas |
10 horas |
| Capacidade |
16, 32 ou 64GB |
16, 32 ou 64GB |
| Cores |
Preta |
Preta ou Branca |
| Câmera Frontal |
Não |
VGA |
| Câmera Traseira |
Não |
Sim (3MP?) |
| Giroscópio |
Não |
Sim |
| GPS |
Apenas modelo 3G |
Apenas modelo 3G |
Filed under Interwebs, Tecnologia by Tiago Loges on 30 January, 2011 at 02:25
4 comments
Recentemente precisei demonstrar o painel de administração da WordPress para a minha namorada, agora também blogueira no ClinicaGeral.med.br.
O fato é que não estávamos juntos, e tive que encontrar uma maneira de transmitir a imagem da tela do meu notebook para que ela pudesse ver, como em um streaming.
Primeiro pensei em soluções tradicionais, como o VNC ou o TeamViewer. Mas eu não queria precisar instalar nada nem redirecionar portas. Além disso eu tinha pouco tempo e quanto mais simples fosse a solução, melhor.
Foi então que encontrei o Join.me, uma solução muito prática para o compartilhamento de tela e criação de conferências. Não é necessário ter portas redirecionadas ou qualquer tipo de instalação em nenhuma das partes.
A primeira etapa deve ser realizada pelo apresentador: acessar o site do Join.me.
Nele, apenas duas opções estão disponíveis: Share ou Join. Clique em Share e o download de um pequeno aplicativo será iniciado. Execute o arquivo, ele será responsável pela transmissão da imagem da sua tela e pelo controle de participantes.
Assim que o aplicativo é executado um link é criado. Este link deve ser enviado para todos os participantes. Ao abrir este link os convidados entram na conferência e começam a visualizar a tela do apresentador.
É possível para o apresentador compartilhar o seu mouse com os participantes e também existe a possibilidade de discar para um número de telefone e iniciar uma conferência de voz (mas o número é internacional). Neste caso, para a parte de voz ou preferí usar o Skype.
O aplicativo do Join.me roda no Windows e no Mac e qualquer navegador moderno pode participar da conferência.
Enfim, a solução oferecida pelo Join.me foi tão prática e simples que decidí comentar sobre ela aqui no site. Se você também usa ferramentas de conferência e screen sharing ou se conhece alguma solução melhor deixe um comentário aqui embaixo!
Filed under Interwebs by Tiago Loges on 19 January, 2011 at 01:46
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Uma das vantagens de se fazer compras pela Internet é a existência de inúmeros sites de compras que nos permitem a pesquisa de produtos, preços e ofertas. Além disso ao verificarmos determinado ítem podemos também ver sua pontuação, atribuída pelos próprios compradores, bem como depoimentos, positivos ou negativos, deixados pelos mesmos.
Eletrônicos de menor preço, acessórios, cabos, capas e peças de reposição são geralmente os ítens mais vantajosos para importação. Também entram nesta lista ítens que simplesmente não encontramos por aqui, e até aqueles que não sabemos exatamente a utilidade mas acabamos comprando porque é barato!
Como estamos falando de compras na Internet, é importante lembrar dos cuidados necessários para evitar golpes, compra de produtos de baixa qualidade ou diferentes da descrição fornecida. O primeiro passo de cada compra deve ser sempre uma análise cuidadosa do site de vendas, buscando depoimentos de usuários em outros sites (fórums de compras ou relacionados aos produtos em questão) e a verificação dos reviews fornecidos pelos compradores no produto desejado. Eu não recomendo a compra de produtos sem reviews, ou a realização de encomendas em sites muito novos ou desconhecidos (com poucos resultados no Google, por exemplo).
Outro detalhe a ser observado em relação a importações é a possibilidade de taxação pela Receita Federal. Geralmente encomendas maiores que US$ 50,00 são taxadas e o imposto a ser pago corresponde a 60% do valor total da encomenda. Nestes casos a Receita Federal envia um boleto bancário pelo correio e assim que este é pago a encomenda é liberada. Para evitar isso é interessante fazer encomendas menores, tanto em valor quanto em volume do pacote.
O prazo de entrega varia conforme a localização do fornecedor e o tipo de serviço. Encomendas expressas como Fedex, Airmail ou UPS chegam em até 10 dias, mas serviços de entrega fornecidos sem custo pelo site, por correio comum, geralmente são despachados por navio. Neste caso a encomenda leva de 20 a 40 dias para ser entregue.
Depois dessas informações básicas sobre compras no exterior, veja abaixo uma lista dos maiores sites de vendas no exterior (a maior parte deles na China):
- DealExtreme – Um dos maiores e mais conhecidos pelos brasileiros. Entrega grátis no mundo todo.
- FocalPrice – Muito parecido com o Deal Extreme, possui artigos de maior valor (eletrônicos).
- SourcingMap – Baseado em Hong Kong, quantidade enorme de ítens. Não oferece frete grátis.
- BestOfferBuy – Site de Singapura, também oferece entrega gratuíta para qualquer lugar.
- GamesYeah – Voltado para games, oferece produtos e acessórios novos e refurbished.
- DinoDirect – Boa organização das categorias de produtos. Entrega grátis para todo o mundo.
- ChinaBúye – Entrega grátis no mundo todo e promete garantia de 1 ano em qualquer produto.
Também existem sites voltados para o comércio B2B, geralmente estipulando pedidos mínimos para cada ítem. Estes sites apresentam valores ainda mais baixos e são uma boa opção para quem pretende revender produtos no Brasil:
- Alibaba – Este site é muito abrangente, de eletrônicos a alimentos, passando por máquinas e carros.
- Tradekey – Diretório de fornecedores em geral, incluindo brinquedos, roupas e até minérios brutos!
- DHGate – Focado em gadgets e ítens menores, permite o cálculo em tempo real do custo por lote.
Conhece algum outro site de compras no exterior que não foi citado aqui? Já comprou em algum destes sites? Passou por algum problema com compras online? Participe deixando seu comentário abaixo!
Filed under iPhone by Tiago Loges on 17 October, 2010 at 20:42
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iSSH
Os firmwares do iPhone trazem uma senha padrão para os usuários existentes no seu sistema operacional. Uma vez que efetuamos Jailbeak, novos recursos são habilitados no sistema, entre eles a possibilidade de conectar via SSH e acessar a shell do sistema. Para isso é necessário conhecermos a senha atribuída a pelo menos um desses usuários.
O openSSH é o pacote necessário para acesso SSH ao sistema, e está disponível para instalação através do Cydia. Geralmente isso é feito para que possamos acessar o sistema de arquivos do iPhone através de SCP e realizar a instalação de pacotes. Porém, é possível conectar via SSH a um iPhone através de qualquer de suas interfaces de rede, seja WiFi ou rede celular. Eu mesmo fiz testes em meu aparelho e percebí que mesmo bloqueado e no modo sleep, é possível realizar conexão SSH através do IP válido atribuído ao iPhone na interface 3G, bem como no IP atribuído a interface WiFi. Com isso fica óbvio que manter a senha padrão é uma falha de segurança grave.
Segue abaixo o procedimento necessário para trocar a senha padrão das duas contas administrativas do firmware do iPhone (root e mobile):
Passo 1: Através do Cydia, instale o pacote openSSH. Após isso é recomendável fazer reboot do aparelho. Lembre-se de manter este pacote atualizado.
Passo 2: Conecte via SSH no seu aparelho. Para isso podem ser usados dois métodos:
Método 1: Usando um cliente de terminal para iPhone, como o iSSH, conecte usando “localhost”.
Método 2: Usando um cliente SSH no seu computador, como o puTTY para conectar ao iPhone. Neste caso, é necessário saber o IP atribuído ao iPhone. Para isso, verifique as configurações de rede do aparelho.
Para ambos os métodos, logar usando as credenciais:
user: mobile
password: alpine
Passo 3: Ao logar na shell, uma prompt deve surgir, terminando com “Mobile$”. Entre com o comando passwd para trocar a senha do usuário mobile. Será requisitada a senha antiga, digite alpine. Será requisitada a nova senha, escolha uma senha complexa. Digite a senha mais uma vez para confirmar. A senha do usuário Mobile foi alterada. Guarde em local seguro.
Passo 4: Agora faremos login com o usuário root. Para isso, digite: login root e entre novamente com a senha padrão, alpine. A prompt agora deve mostrar “root#”. Repita o procedimento, entre o comando passwd para iniciar o processo de troca de senha. Digite a senha atual alpine e então defina a nova senha (quanto mais complexa melhor).
Passo 5: Mais uma vez, armazene as senhas em local seguro. Verifique se você consegue fazer login usando as novas senhas definidas. E se você quiser ativar/desativar o serviço de SSH, recomendo a instalação do SBSettings, que permite o controle de vários recursos do iPhone através de um único menu, acessível a qualquer momento através de um gesto na tela.
Filed under iPhone by Tiago Loges on 17 October, 2010 at 19:13
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Limera1n
Para os proprietários do iPhone a possibilidade de adicionar aplicativos e alterar configurações é um processo importante e constante. A cada dia surgem aplicativos novos que oferecem mais recursos ao aparelho e com o passar do tempo centralizamos no iPhone uma quantidade enorme de informação e aplicações.
O aparelho permite a personalização de suas funções e quase tudo é configurável. Além disso, a Apple oferece uma loja de aplicativos com milhares de opções, desde jogos até suítes de escritório, alguns gratuítos, outros pagos.
Porém, existem algumas limitações. A Apple desenvolve o sistema operacional do iPhone, o iOS, de forma a servir a todo tipo de usuário, desde o mais leigo até o mais avançado. Mas justamente isso compromete um pouco a flexibilidade do sistema. Alguns ítens que usuários mais avançados gostariam de modificar não contam com configuração para tal, talvez porque poderiam causar problemas se mau configurados. Também alguns tipos de aplicativos são impedidos de constarem na loja da Apple devido a política interna da empresa.
Ou seja, alguns recursos e possibilidades do iPhone são bloqueados, ou para garantir o bom funcionamento do aparelho sob qualquer circunstância, ou devido a limitações impostas pela política da Apple.
O JAILBREAK:
Para aqueles que desejam liberar o seu iPhone das restrições impostas pela Apple, hackers desenvolveram um processo chamado de Jailbreak. Nele, uma falha no iPhone é explorada para que componentes do sistema operacional sejam alterados, de forma a permitirem a instalação de aplicativos não assinados digitalmente pela Apple. Além disso, recursos bloqueados pela operadora podem ser liberados, como o Internet Tethering, que permite usar a conexão de dados do aparelho em um Notebook, nem sempre disponível.
O grande desafio para o Jailbreak em todas as versões do iPhone e seus firmwares é encontrar a falha de segurança necessária para efetuar o processo, até porque uma vez descoberta, esta é corrigida pela Apple na próxima versão.
Mas, para a última versão dos iDevices o grupo hacker mais conhecido na cena do Jailbreak, o Chronic Dev Team, anunciou a descoberta de uma vulnerabilidade no bootrom do iPhone, chamada de SHAtter exploit. Devido a sua natureza, esta falha só pode ser corrigida através de alterações de hardware, por isso, quem já tem o seu iDevice da última geração tem Jailbreak garantido independente da versão de firmware.
O lançamento público da ferramenta de Jailbreak baseada no SHAtter exploit foi anunciado pelo Chronic Dev Team para o dia 10/10/2010, porém, um dia antes, outro conhecido Hacker da cena Jailbreak lançou a ferramenta Limera1n, capaz de realizar o Jailbreak no iPhone 4 rodando o firmware 4.1, bem como no iPad. O responsável pelo Limera1n, George Hotz, havia anunciado esta ferramenta em Abril de 2010, mas após vários meses sem atividade, anunciou também seu afastamento do projeto, que passou a ser considerado inativo.
O lançamento do Limera1n foi considerado uma surpresa e também trouxe um problema: o exploit usado no processo é outro, portanto, se ambas as ferramentas fossem lançadas, dois exploits diferentes seriam levados a público, o que permitiria a Apple eliminar por completo as vulnerabilidades já conhecidas em versões novas de iDevices. Por isso, o lançamento da ferramenta de Jailbreak do Chronic Dev Team foi adiado e o time reservou o SHAtter exploit para futuros jailbreaks, usando atualmente o mesmo exploit usado pelo George Hotz.
COMO FAZER O JAILBREAK DO IPHONE 4:
Agora que já sabemos o que é o processo de Jailbreak e o que ele permite, vamos explicar como fazer o Jailbreak do iPhone 4 usando o Limera1n. O processo é simples e rápido:
Passo 1: Faça o download da ferramenta Limera1n no site oficial: Limera1n
Passo 2: Plugue seu iPhone ao computador, aguarde o fim do sincronismo com o iTunes e inicie o aplicativo Limera1n.
Passo 3: Clique no botão “make it ra1n”.
Passo 4: Siga as instruções na tela: segure os botões Home e Power.

Passo 5: Solte o botão Power, mas mantenha presionado o botão Home.

Passo 6: O iPhone entrará em modo DFU (device firmware update) e o Limera1n iniciará o processo de Jailbreak.

Passo 7: O Jailbreak será concluído e o aplicativo mostrará esta tela:

Passo 8: Reinicie seu iPhone. Feito isso o ícone do Limera1n aparecerá na Springboard. Inicie o aplicativo e instale o Cydia.

Passo 9: Uma vez instalado o Cydia, o aplicativo Limera1n pode ser removido. O processo de Jailbreak está concluído.
APROVEITANDO OS NOVOS RECURSOS:
O Cydia permite a busca e instalação de aplicativos fora da App Store da Apple. Para isso, o programa conta com repositórios de aplicativos não oficiais, que pode ser incrementado com mais endereços fornecidos pelo usuário. Estes repositórios podem conter aplicativos de terceiros, não disponíveis na loja da Apple, bem como aplicativos da loja da Apple que foram crackeados, dispensando pagamento.
Os desenvolvedores do Cydia são contra pirataria, por isso, com os repositórios padrão apenas aplicativos não crackeados estarão disponíveis. Usuários que procuram por aplicativos pirateados, deverão adicionar repositórios de terceiros ou instalar outro aplicativo de busca de pacotes, o Installous, este por sua vez conta com uma grande base de aplicativos crackeados.
DICA DE SEGURANÇA:
Após efetuar o Jailbreak, é importante alterar as senhas padrão dos usuários existentes no sistema do iPhone. Se mantidas as senhas padrão, é possível que aplicativos maliciosos ou worms tenham acesso a dados armazenados no aparelho ou mesmo instalem algum tipo de malware. Clique aqui para saber como alterar a senha do seu iPhone.
Filed under iPhone by Tiago Loges on 30 September, 2010 at 01:48
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Há alguns dias atrás escrevi aqui no site a respeito do programa de distribuição de capas para o iphone 4 que estava sendo conduzido pela Apple.
Por algum motivo que ninguém entendeu até agora, a Apple não incluiu o Brasil na lista de países cobertos pelo programa.
Apesar dos esforços conduzidos pela comunidade de usuários de iPhone no Brasil, como o site I Want My Bumper! a Apple irá encerrar o programa de distribuição de capas no dia 30 de setembro.
Pesquisando a respeito, descobrí um usuário que conseguiu receber no Brasil um case da Apple. O método usado foi cadastrar o endereço corretamente, porém indicando como país de entrega Portugal. A encomenda foi despachada pela Apple para Portugal, e o correio de lá enviou a encomenda para o Brasil. Funcionou, mas não é garantido, e a Apple pode ter aprendido a filtrar esse tipo de pedido.
Outros usuários estão mandando entregar seus bumpers na casa de conhecidos que moram em países participantes do programa. Este meio me parece o mais confiável (depende do nível de confiança na pessoa em questão), mas não é viável para todos. Nem todo mundo conhece alguém no exterior.
Pensando em uma terceira opção, encontrei um serviço de redirecionamento de encomendas chamado VIAddress. O intuito do serviço é permitir compras em sites dos USA que se limitam a entregar encomendas dentro do território americano. Após um rápido cadastro o sistema envia por e-mail um endereço nos Estados Unidos para ser usado em suas compras. Este endereço é único, as encomendas enviadas para ele cairão na sua “caixa postal”. O formato de endereço é como o abaixo:
Name: Your Name or Company Name
Address Line 1: 530 East Lexington Avenue
Address Line 2: STE XXXXXXX, Unit XXXXXXX
City: ELKHART
State: INDIANA
Zip code: 46516
Country: USA
Os campos com XXX são números únicos que farão sua encomenda ser entregue na sua caixa postal particular. E apesar de eu estar usando o termo “caixa postal”, este serviço não utiliza de uma caixa postal no correio para receber as encomendas, o endereço fornecido é um endereço válido, onde ficam as instalações da VIAddress.
Quando chegam encomendas para este endereço a VIAddress informa via e-mail e é possível logar numa console para consultar peso, remetente, etc. Para que a encomenda seja despachada para seu endereço final, é cobrada uma taxa (além da tarifa da Fedex, UPS, etc). No site existe um simulador, fiz uma simulação para uma encomenda de até uma libra, que corresponde a aproximadamente 450 gramas (espero que o pacote da Apple esteja abaixo deste peso). Neste caso o custo seria de U$27,83, aproximadamente R$47. Por um case da Apple, é um valor justo.
Uma vez feito o cadastro e estando com o endereço americano em mãos, chegou a hora de requisitar o bumper case.
O processo de requisição ocorre através da instalação de um App disponível na App Store. Vale lembrar que este aplicativo não está disponível na App Store Brasileira, portanto é necessário ter ou criar uma conta na App Store Americana.

O aplicativo na App Store
Uma vez instalado, basta executar o programa, escolher uma das capas disponíveis:

Modelos disponíveis através do App
E então preencher os dados conforme fornecidos pela VIAddress. Daí me dei conta que o preenchimento do telefone é obrigatório… E deve ser preenchido no formato usado nos USA.
Esta parte é opcional, eu acredito que usar um telefone falso neste campo não vá influenciar na encomenda, mas por via das dúvidas, eu criei uma conta em outro serviço online, o Phonebooth.com. Este serviço fornece um número de telefone com serviço de atendimento digital e gravação de recados, fax e disponibilidade de acesso via SIP phone. O serviço é gratuíto, apenas para a entrada de ligações. Mas é o que precisamos neste momento.
Optei por uma linha no estado de Indiana, para que o código de área seja o mesmo do endereço da VIAddress. Mas isso é só um detalhe.

Endereço para entrega (não pode ser Brasil!)
Assim que digitei o telefone válido, pude seguir para a tela de confirmação:

Confirmação do pedido
O aplicativo permite apenas um pedido por telefone, por isso, é importante preencher corretamente todos os dados na primeira vez.
Estou aguardando por algum e-mail de confirmação (ou cancelamento) da Apple. Acredito e torço para que a encomenda seja aceita. De qualquer forma manterei este artigo atualizado.
Obs: O programa de cases será encerrado HOJE, dia 30 de setembro.
ATUALIZAÇÃO – 30/09:

E-mail recebido da Apple
Recebí este e-mail, confirmando o pedido. O tracking code que acompanha o e-mail ainda é um código de controle interno da Apple, a encomenda ainda não foi despachada. Por isso ainda não tenho 100% de certeza de que será entregue. Pelo menos tenho uma previsão de postagem para o dia 14 de outubro.
ATUALIZAÇÃO 2 – 30/09:

Despacho da encomenda para DHL
Parece que a parte da Apple está feita! O pedido foi aceito, e está agora nas mãos da DHL. O prazo estimado para entrega é dia 07 de outubro, daí poderei verificar no site da VIAddress e reencaminhar o pacote para minha casa!
Tentei verificar no sistema de tracking da DHL a respeito do peso do pacote, mas tracking numbers só podem ser consultados no site no dia seguinte…
O importante é que o envio está garantido!
ATUALIZAÇÃO 3 – 17/10:
Pelo que consta no tracking da Fedex, o pacote já está em POA, inclusive já tentaram me entregar, mas eu não estava em casa!

Ao que tudo indica será entregue na segunda-feira, dia 17/10.
Filed under iPhone by Tiago Loges on 26 September, 2010 at 20:04
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Continuando a série sobre primeiras impressões, falo hoje sobre a câmera do iPhone 4.
Desde o surgimento de celulares com câmera, a corrida por maiores resoluções e a inclusão de novos recursos foi uma constante. Enquanto alguns tornavam-se capazes de gravar vídeo, outros saíam da qualidade VGA para maiores formatos ou incluíam flash, auto-foco, etc.
Através das gerações, o iPhone também incluiu novos recursos de captura de imagem. Na primeira geração o iPhone contava com uma câmera de 2MP que originalmente apenas capturava fotos e registrava informações de geotagging. Estas especificações foram mantidas na segunda geração (iPhone 3G). Já na versão 3GS a câmera recebeu um upgrade de resolução para 3.1MP, ganhou a capacidade de gravar videos de qualidade VGA a 30fps e recursos auto-focus, white balance, controle de exposição e macro. A nova versão do iPhone recebeu um tratamento mais cuidadoso no que diz respeito a fotografia e video.
O primeiro ponto a levar em consideração é a troca de tecnologia do sensor utilizado. O sensor CMOS de 3.1MP de resolução e 1/4 de polegada de área utilizado até o iPhone 3GS foi substituido no iPhone 4 por um sensor CMOS maior, com 1/3.2 polegada de área com tecnologia BSI (backside illumination). Esta tecnologia vem para melhorar a captura de imagens em condições de pouca luz. Sensores CMOS comuns são compostos por uma grande matriz de elementos óticos independentes, sendo cada elemento formado por uma lente na frente, os sensores no fundo e trilhas elétricas de ligação dos sensores no meio. Esta disposição prejudica a exposição dos sensores a luz, mas é necessária devido a limitações mecânicas na montagem dos mesmos.
Desde 2007 a tecnologia backside illuminated CMOS está disponível, mas sua adoção em câmeras digitais é mais recente. Com esta tecnologia, a parte elétrica do sensor CMOS foi finalmente transferida para trás do conjunto ótico, não mais atrapalhando a entrada de luz.
O sensor maior, permite resoluções de até 2592×1936 (5MP) e é capaz de gravar videos HD de 720p (1280×720). Além disso, o iPhone 4 passou a contar com um LED flash que realmente ajuda em condições de pouca luz.
Além disso, o iPhone 4 conta agora com uma segunda câmera, na região frontal, que permite video chamadas (recurso que a Apple chama de Facetime) e conta com resolução de 1.4Mp.
Para efeito de comparação, fiz algumas fotos parecidas com o iPhone 4 e com um N95, que também apresenta um sensor CMOS de 5MP (porém sem a tecnologia BSI). Abaixo, algumas dessas fotos com os meus comentários (clique nas fotos para ver em tamanho original):

iPhone 4: Foto sem HDR - situação de luz e sombra

iPhone 4: Foto com HDR - Situação de luz e sombra
A versão 4.1 do firmware do iPhone incluiu um recurso de processamento de imagem chamado High Dynamic Range ou HDR. Quando ativado, o HDR tem como objetivo alargar o alcance dinâmico de uma imagem, ou seja, a quantidade de tons entre o tom mais escuro e o mais claro. O iPhone implementa o HDR através da mescla de 3 fotos tiradas automaticamente em um curto espaço de tempo, cada foto com um tempo de exposição diferente. O resultado é uma imagem mais próxima do que nossos olhos vêem, evitando estouros em pontos de grande iluminação e tornando mais nítidas áreas de sombra.

N95: Foto em situação de luz e sombra
A mesma foto tirada pelo N95. Até me surprendí pela proximidade do resultado. Ainda assim as cores me parecem mais lavadas. O iPhone 4 tem tendência de gerar fotos com cores vibrantes, muitas vezes realçando as cores em relação a realidade.

iPhone 4: Foto original, sem HDR

iPhone 4 - Foto HDR
Mas nem sempre o HDR ajuda. Na foto abaixo, tirada em movimento, a captura das 3 imagens para construção da imagem HDR gerou um efeito fantasma:

iPhone 4: Efeito fantasma gerado pelo HDR
Ou seja, para capturar fotos HDR é necessário segurar firme o iPhone 4. E simplesmente desativá-lo para capturar objetos em movimento.

iPhone 4: Função tap to focus é bastante útil
Ao tocar na tela do iPhone, indicamos a área ou objeto a ser focalizado, recurso importante em situações com a da foto acima, onde seria interessante podermos regular a profundidade de campo, podemos pelo menos selecionar onde a focalização será concentrada.

iPhone 4: Foto macro

N95: Foto macro
Nas duas fotos acima fica clara a tendência do iPhone de esquentar as cores nas fotos. E na minha opinião, apesar da foto tirada pelo iPhone ser mais bonita e ter mais apelo, o N95 se saiu melhor. Primeiro porque a foto representa muito mais fielmente as cores reais, depois porque a iluminação gerada pelo LED flash teve melhor difusão e por último, foi muito mais rápido e fácil focalizar o objeto com o N95.
Aumentando a gama de comparação da câmera do iPhone com outros dispositivos, encontrei esta tabela no Macworld:

Tabela de comparação: iPhone 4 vs Outros Smartphones
Para encerrar este artigo, eu digo que o iPhone 4 é um bom substituto para câmeras point and shoot, não por ter uma qualidade superior na captura de imagens, mas por estar sempre a mão e estar no bolso a qualquer momento. Recursos como o HDR e o LED flash tendem a melhorar o resultado das fotos, mas no software original do iPhone faltam talvez alguns ajustes manuais.
Em breve adicionarei alguns videos gravados com o iPhone 4. Posso adiantar que a qualidade da imagem em 720p é impressionante e a tendência de reforçar as cores, como citei acima, no caso do video, é um ponto a favor!
Filed under iPhone by Tiago Loges on 22 September, 2010 at 19:19
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Por qual razão os brasileiros não têm direito a uma capa gratuita, se vários países têm?
No dia 16 de julho de 2010, o CEO da Apple, Steve Jobs, divulgou ao mundo um novo programa de capas gratuitas para o iPhone 4, depois da enorme polêmica do chamado “Antennagate”. O objetivo da Apple (segundo as palavras de Jobs) era deixar todos os consumidores felizes.
O programa se extendeu por várias partes do mundo, como Europa, Ásia, Oceania e América. A promessa de Steve Jobs foi clara e objetiva: todos os que comprassem um iPhone 4 antes do dia 30 de setembro, teriam direito a uma capa gratuita.
No último dia 17 de setembro, o novo aparelho foi finalmente lançado no Brasil. Mas, para a surpresa de milhares de consumidores, percebeu-se rapidamente que eles não tinham como reclamar o benefício prometido pela Apple: o iPhone 4 Case Program não está disponível na App Store brasileira e nem possui a opção “Brasil” nos países incluídos.
É importante deixar claro que o queremos não é somente uma capa gratuita, pois o problema das antenas realmente não acontece em todas as partes do país. O que pedimos é o direito de, se precisar, poder usufruir deste benefício. Também gostaríamos de uma explicação do porquê este descaso com um país de proporções continentais, cujo o número de fãs do iPhone cresce a cada dia mais. Por que não podemos ter um benefício oferecido para o resto do mundo?
Se você concorda com esse manifesto, deixe seu comentário (com nome real e cidade) em apoio à nossa campanha. Para isso, basta clicar no botão abaixo e postar seu apoio.

Nota do autor:
Este artigo é em apoio ao movimento iniciado pelo blogdoiphone.com.br e teve o texto retirado do site: I Want my Bumper!
É importante lembrar que os problemas com a antena do iPhone 4, ou antenna gate, como estão chamando, ocorrem apenas em situações específicas, para usuários específicos.
Mais importante ainda, é saber que o CEO da Apple convocou uma coletiva para informar ao mundo todo que estaria garantindo o fornecimento de uma capa para o iPhone 4 de todos os compradores do aparelho até o dia 30 de setembro. Mesmo assim, o Brasil ficou de fora. A Apple negou o fornecimento dos bumpers aos consumidores brasileiros e as operadoras não querem se responsabilizar.
Esta manifestação é para garantir que uma promessa feita a tantos consumidores no mundo, seja cumprida também para nós brasileiros, que pagamos o iPhone mais caro do mundo.
Filed under iPhone by Tiago Loges on 20 September, 2010 at 02:28
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Depois de tanto tempo ouvindo rumores, especulações e notícias a respeito do iPhone 4 e sua data de lançamento no Brasil, eis que chegou o dia. Bem mais cedo que o esperado por alguns, foi no dia 17 de setembro que o iPhone 4 chegou às lojas brasileiras.
E eu que acompanhei o surgimento de fotos do aparelho “vazado” antes do lançamento e o próprio lançamento oficial realizado pelo Steve Jobs na WWDC 2010 transmitida ao vivo para a internet, não pude esperar. Corri para uma loja no primeiro dia, a fim de garantir o meu.
Antes de começar a falar sobre o aparelho, vale dizer que eu não sou um fanboy. Ao contrário disso, minha “carreira” no mundo dos Smartphones passou apenas por dois aparelhos Symbian, o meu primeiro foi um Nokia 6681 e o segundo um N95, aparelho que mantenho até hoje. Mas, sentindo que a plataforma Symbian estava um pouco abandonada, comecei a olhar para o lado de onde vinha mais barulho e este certamente era o lado da Apple.
Por isso este artigo é o primeiro sobre iPhone, a primeira vez que falo sobre Apple e também inaugura uma nova sessão no site. Sabendo o quanto eu gosto de me aprofundar nos gadgets, esperem muitos artigos sob a categoria “iPhone”!
A exemplo de como foi nos USA, as operadoras no Brasil organizaram coquetéis, festas e espaços VIP para o início das vendas do iPhone 4. Além disso, as lojas foram abertas a meia-noite do dia 16 de setembro, para que as vendas começassem no primeiro minuto da sexta-feira. Alguns sites como o blogdoiphone.com e o gizmodo.com.br cobriram os eventos, que podiam ser acompanhados também pelo Twitter.
Fiz a compra do meu aparelho no shopping Iguatemi de Porto Alegre. Chegando lá, procurei pela TIM, minha atual operadora. Recebí uma senha de atendimento e a informação de que a espera média era de 40 minutos. Ok…
Caminhei até a loja da Vivo, que fica ao lado. Lá além da fila para atendimento, compra de iPhone 4 só através de cadastro, pois o aparelho já estava esgotado. Não! Queria meu iPhone em mãos ainda naquela noite. Logo, a operadora estava definida.
Matei os 40 minutos necessários para ser atendido visitando a loja iPlace, que fica próxima da loja da TIM. Lá fiz a bobagem de testar os fones Bose Triport On Ear conectados a um iPod touch novo… Mal estava me preparando para adquirir um novo gadget e já encontrava mais um objeto de desejo. O som é simplesmente perfeito, nunca ouvi música assim antes… Mas este tópico não é sobre fones da Bose. Corta para o iPhone!
Na TIM, a negociação foi simples. Eu já sabia da existência do plano TIM Liberty +100 com internet 3G grátis nos seis primeiros meses (graças a todos os comentários em sites e blogs que cobriram o início das vendas) e este realmente é um plano interessante para mim.
O preço do iPhone 4 na loja é de R$2537,00 e o plano garante um desconto de R$378,00, com a opção de parcelar em até 12x.
Terminada a etapa de compra e finalmente com o iPhone 4 em mãos, decidí fazer meu próprio unboxing:

Caixa nova, parece mais compacta.

Ainda na caixa...

Vem uma papelada junto!!

O kit completo.

Cheio de ângulos e mais "sólido"

Primeiro boot...

O tão falado micro-SIM, não me pareceu tão micro!

iTunes... Sem ele, não se faz nada!
Tive que instalar o iTunes no meu notebook, pela primeira vez. Aproveitei e já sincronizei minhas pastas de músicas com ele, não sei se ele vai substituir o Songbird.
Meu iPhone 4 veio rodando o firmware 4.0.1. Eu pretendo fazer o jailbreak, que ainda não existe para a versão mais nova. Mas mesmo assim decidí atualizar, pois existe previsão de um jailbreak em breve e o novo firmware traz um recurso novo que me interessa muito, as fotos com HDR. Sendo assim, instalei o firmare versão 4.1.
Sem dúvida o que mais chama a atenção no iPhone 4 é a tela, batizada pela Apple como “retina display”. A resolução é alta, muito alta, mas ao contrário do que foi dito por muitos, eu posso ver os píxels! É muito difícil, requer muito esforço, mas é possível identificar os pixels na tela.
Um ítem pouco comentado que me agradou bastante é a cobertura oleofóbica que o aparelho recebeu. Com ela, toques dos dedos ou mesmo do rosto na tela e na traseira do aparelho não deixam marcas da oleosidade natural do corpo. Isso acontecia constantemente com meu N95 e eu também via como um problema para os donos do iPhone 3G.
Ah, sim, velocidade!! Instalei diversos aplicativos, de jogos simples como o Hot Chicks até os mais avançados como Need For Speed SHIFT, todos carregam muito rapidamente e alternar entre aplicativos, mesmo de um jogo pra outro, é um tiro! Também me assusta a possibilidade de abrir dezenas de aplicativos ao mesmo tempo e nem perceber. Chega a dar trabalho limpar a taskbar.
No sábado fui jantar com a família e minha namorada, a primeira noite que saí de casa com o iPhone 4 no bolso. Percebí o quanto o aparelho é interessante: todos querem pegá-lo, todos fazem perguntas. Sorte que já instalei alguns aplicativos para “demonstração”, com o Glow Draw, KanonDrum e o Rock Band. Este último rendeu comentários até do garçom.
A câmera, ou melhor, as câmeras, merecem um artigo dedicado. Posso adiantar que o que mais me impressionou até agora neste quesito é o geotagging. Caminhar pelo bairro clicando cenas aleatórias e poder com isso “mapear” a região é muito interessante. Fiz isso hoje, meu mapa ficou assim:

E também aproveitei para tirar fotos iguais com o iPhone 4 e com o N95. Posso adiantar que foi briga de cachorro grande! Mas isso é assunto para o próximo artigo.
Filed under Tecnologia by Tiago Loges on 8 September, 2010 at 00:29
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De tempos em tempos acabo tendo que formatar o notebook. Pelo menos uma vez por ano decido que está na hora de reorganizar as coisas, limpeza geral.
Neste processo geralmente aproveito para instalar algum service pack, mudar versão de softwares maiores, atualizar drivers importantes, etc…
E no início desse mês foi justamente isso que aconteceu, reinstalação completa. Como tenho uma partição dedicada para dados, o processo fica mais simples. Ainda assim eu copio os dados mais importantes para um disco externo, apenas me precavendo.
Já com o sistema operacional rodando limpo e atualizado (estou rodando o Windows 7), era hora de escolher os aplicativos essenciais, aqueles que seriam instalados imediatamente.
Existem alguns pontos em comum que levo em conta para escolher entre um ou outro aplicativo. Dou preferência por softwares gratuítos. De código aberto ou não, os gratuítos tendem a ter uma “comunidade” maior ao redor, a solução para problemas e novas versões surgem com mais facilidade. Também prefiro softwares pequenos, focados em uma solução. Aplicativos muito grandes, cheios de recursos, geralmente tornam-se pesados ou instáveis. Busco reviews independentes a respeito dos aplicativos. A internet está lotada de blogs que avaliam software, é muito fácil encontrar opiniões, relatos, etc…
E foi através deste processo que gerei a lista abaixo, ela representa o pacote básico de aplicativos que preciso no dia a dia:

1. Mozilla Firefox
Mozilla Firefox - Na realidade o Firefox dispensa apresentações, sua fatia no mercado de navegadores representa 31%, atrás apenas do Internet Explorer. Minha preferência pelo Firefox se dá principalmente pelos add-ons disponíveis, velocidade e estabilidade.
Na realidade o Google Chrome também tem feito bonito, inclusive mais rápido e estável que o Firefox, mas ainda não conta com muitos dos add-ons que para mim são essenciais.

2. Daemon Tools
Daemon Tools - O Daemon Tools é um aplicativo que permite a emulação de mídias removíveis como CDs ou DVDs. Ocupa o segundo lugar da minha lista porque dependo dele para montar as imagens das mídias de instalação de alguns aplicativos maiores, como o pacote do Microsoft Office, alguns jogos, etc.
É importante tomar dois cuidados ao instalar o Daemon Tools. O primeiro deles é baixar a versão correta, pois o software possui uma versão paga. A versão gratuíta é chamada de Daemon Tools Lite. O segundo e mais importante, é prestar atenção no processo de setup, que oferece a instalação de diversos “toolbars”, start pages e ícones, é crapware opcional, leia todas as opções e desmarque/cancele aquilo que não seja importante.

3. WinRAR
WinRAR - O WinRAR é um compactador de arquivos compatível com a maior parte dos formatos (zip, rar, arj, ace, tar, 7zip, gzip…) Na realidade esta escolha é uma exceção, pois o software é pago. Mas devido a sua velocidade ao processar arquivos grandes e sua simplicidade na interface, continua na lista e ocupa o terceiro lugar por ser fundamental na extração de muitos arquivos baixados da internet.

4. MS Office 2010
Microsoft Office 2010 – O Microsoft Office é o pacote de aplicativos de escritório da Microsoft. Conhecido por todos. Preciso dele no trabalho (edição de documentos em geral, cliente de e-mail para conectar com o Exchange) e também na faculdade. Nunca gostei de outros pacotes (Open Office, etc) e acho que é incomparável a qualidade e a compatibilidade. Outro da lista que é pago, mas como sou MSDN subscriber…

5. VideoLAN
VideoLAN – VLC media player – O VLC é um player de mídia muito completo. Apesar da interface simples, é capaz de executar todos os tipos de codificação de video e audio, sem codecs! O VideoLAN traz embutido em seu executável todos os codecs necessários, dispensando o download de novos codecs ou a instalação de “Codec Packs”. Também é compatível com DVDs, arquivos de legenda, streams da web e placas de captura.

6. Songbird
Songbird - O Songbird é um player de música com ótimas funções de catálogo. Projeto mantido pela Mozilla, é uma opção interessante para quem ainda não está preso ao iTunes (eu ainda não…)
As funções para criação de playlits, sincronização com diversos dispositivos (players, celulares, etc) e a possibilidade de adicionar plugins dão muito poder ao Songbird.

7. Foxit Reader
Foxit Reader – O Foxit Reader é um leitor de PDF simples e leve. Já faz muito tempo que abandonei o Adobe Reader. O tamanho do software, a instalação de processos de “atualização” e as constantes falhas de segurança me fizeram procurar um substituto mais enxuto e o Foxit resolveu o problema como um todo.
O Foxit também oferece um plugin para o Firefox permitindo a leitura de PDFs da web diretamente no navegador, mas eu particularmente desmarco esta opção no setup, prefiro fazer o download do arquivo e abrir o leitor independente.

8. uTorrent
uTorrent – O uTorrent é um cliente torrent bastante popular. Falei em um artigo anterior sobre os melhores trackers de torrents, e este é o aplicativo que permite o download dos arquivos.
Meu uso dos torrents é principalmente para download de albums de música, jogos e aplicativos. Raramente baixo filmes e seriados.

9. Pidgin
Pidgin – O Pidgin é um cliente de mensagens instantâneas compatível com vários protocolos diferentes, entre eles MSN, Yahoo, XMPP (Gtalk, Google Apps), AIM.
O mais óbvio seria ter o Live Messenger como instant messenger principal, mas hoje tenho um “meio a meio” entre MSN e Gtalk / Google Apps, por isso na maior parte do tempo um aplicativo capaz de conversar com ambas as redes é mais interessante. Além disso, o Pidgin é mais leve que o Live Messenger.

10. Launchy
Launhcy – O Launchy é um aplicativo que indexa atalhos, arquivos e programas do seu computador e oferece uma forma rápida de acesso através do teclado. Muito leve, roda em background e mantém o índice atualizado automaticamente.
No meu uso, adicionei algumas pastas onde guardo scripts e aplicativos portáteis. Para abrir algum destes, basta que eu pressione Alt+Espaço, digite uma parte do nome do aplicativo e dê enter. Depois que acostumei com o Launchy, dificilmente uso o menu Iniciar.
Estes são os 10 aplicativos que considero indispensáveis. Mas além deles, existem outros utilitários que freqüentemente se fazem necessários. Abaixo cito as minhas escolhas na categoria “…mais alguns”:

11. Defraggler
Defraggler – Depois de instalar tantos programas, é normal que o disco esteja fragmentado e o Defraggler é um aplicativo para desfragmentação do disco rígido. Minha opção pelo defraggler na verdade se deu pela facilidade que tenho para executá-lo em um live CD. Desta forma eu posso desfragmentar o disco de sistema sem que o mesmo esteja rodando, o que gera melhores resultados.
Minha recomendação de live-cd é o Hiren’s Boot CD, que já contém o Defraggler entre seus utilitários.

12. Notepad++
Notepad++ – O Notepad++ é um editor de texto voltado para edição de código fonte. Desde que comecei a trabalhar com o site ele se tornou indispensável, e até no trabalho, onde uso scripts Powershell, ele tem dado uma ajuda.
Outro ponto importante do Notepad++ é sua velocidade de processamento para textos grandes, fato que pude comprovar editando e substituindo ítens em arquivos CSV grandes.

13. Gimp
GIMP – O GIMP é um editor de imagens desenvolvido em código aberto. Para ser sincero, sua interface não é tão polida quanto eu gostaria. No Windows falta muito ainda para que sua integração seja 100%. Porém seus recursos de edição são comparáveis aos do Photoshop e seu instalador possui apenas 19MB.
Todas as imagens deste site passam pelo GIMP antes de serem publicadas.

14. KeePass
KeePass – O KeePass é um gerenciador de senhas. Simples. Mas, desde que comecei a cadastrar nele todos os meus logins e informações de contas comecei a entender a sua real utilidade.
Todos os dados inseridos no KeePass são criptografados e mantidos em um banco de dados interno. Apenas com uma senha “mestra” ou uma chave criptográfica é possível acessar o conteúdo deste banco.
O KeePass está disponível em várias plataformas: Windows, Linux, Mac, J2ME (mobile), ipHone, Android.

15. ImgBurn
ImgBurn – O ImgBurn é um aplicativo bastante versátil para a gravacão de CDs, DVDs e Blu-Ray. Possui vários modos de operação, permitindo a criação de imagens de CD a partir de arquivos no computador, a gravação de arquivos diretamente na mídia, a gravação de uma imagem de CD previamente disponível e também o teste de mídias já gravadas.
O ImgBurn roda em todas as versões do Windows.

16. CCleaner
CCleaner - CCleaner é uma abreviação para Crap Cleaner. Este programa é um limpador de arquivos desnecessários, rastros de navegação, históricos de uso dos mais variados, cookies, entradas desnecessárias no registro, etc.
É normal que na primeira execução ele encontre centenas de MBs a serem removidos e dezenas de entradas desnecessárias no registro do Windows. O software é confiável, nunca me causou problemas e já o apliquei até mesmo em um Windows 2000 Server semi-corrompido.
Recomendo o seu uso pelo menos 1x por mês.

17. Revo Uninstaller
Revo Uninstaller – Demorei até começar a acreditar neste programa. Sua função é substituir de maneira mais eficiente os desinstaladores dos programas em geral.
Se você remover um programa através do seu uninstaller e após isso buscar no registro do Windows pelo nome do programa removido, perceberá que restaram diversas entradas que não são removidas. Também ocorre isso para arquivos e algumas configurações. O Revo Uninstaller possui uma grande base de aplicativos conhecidos e é capaz de removê-los sem deixar rastros.

18. Everything Search
Everything Search Engine – O Everything é um aplicativo de busca de arquivos. Ao contrário da função de busca do Windows, o Everything executa a busca imediatamente, entregando os resultados até mesmo durante a digitação.
Vale a pena para quem coleciona arquivos que podem ser encontrados através do seu nome (como músicas por exemplo) e para quem trabalha com sistemas que contém muitos arquivos em estruturas de pastas muito complexas. No meu caso, ele é útil quando estou editando algumas páginas da WordPress.

19. Camtasia Studio
Camtasia Studio – O Camtasia Studio permite a captura de videos a partir da tela do computador. Muito útil para criar apresentações, tutoriais, treinamentos…
É possível capturar a tela toda, ou uma parte definida, que pode ser uma janela específica ou uma área selecionada. Após a captura, é possível adicionar legendas, setas indicativas, balões, etc.

20. InfraRecorder
InfraRecorder – Outro software para gravação de CDs. Na verdade o Infra Recorder e o ImgBurn são muito parecidos em funções, o motivo por constarem dois softwares com a mesma função em minha lista é que o Infra Recorder é mais minucioso em opções, enquanto o ImgBurn é para gravações mais rápidas.

21. FileSeek
FileSeek – O FileSeek é um aplicativo de busca de arquivos e de conteúdo. Com ele é possível buscar de forma rápida através de padrões, incluindo expressões regulares.
Apesar de seu recurso mais óbvio ser a busca de arquivos pelo seu nome ou extensão, ou o conjunto destas informações, o mais interessante para mim é a busca pelo conteúdo de arquivos. Por exemplo, encontrar todos os arquivos da WordPress que contenham uma string de texto específica (coisa que eu precisei!) ou buscar algum código de erro dentro de uma pasta de logs…
Filed under Interwebs by Tiago Loges on 26 August, 2010 at 00:45
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Lista de downloads no eMule
O cenário do compartilhamento de arquivos na internet muda constantemente. Há anos atrás falávamos de KazaA, Gnutella, iMesh, Morpheus, cada um representando uma curta geração nas tecnologias de compartilhamento.
Mais recentemente tivemos a rede eDonkey e com ela o eMule reinou absoluto, tanto pela qualidade do aplicativo cliente, quanto pela existência do enorme servidor Razorback.
Bastou que este servidor saísse do ar e meses depois o eMule estava esquecido. A queda do maior índice de arquivos compartilhados, o surgimento de servidores falsos contendo malware e enviando spam aos usuários e a falta de arquivos indexados rapidamente derrubaram a popularidade desse sistema.
Todas essas mudanças nos trazem aos dias de hoje, onde no mundo do compartilhamento de arquivos quem reina é o BitTorrent. Explicando rapidamente, o protocolo BitTorrent permite a transferência de arquivos grandes de forma distribuida entre os usuários. Os arquivos transmitidos via BitTorrent são segmentados em pequenas partes, e estas pequenas partes permitem que o dowload de um arquivo seja feito a partir de várias fontes diferentes, representando uma pequena carga para cada participante. Atualmente estima-se que pelo menos 25% do tráfego da internet seja gerado por transferências em BitTorrent.

The Pirate Bay
E como não podia deixar de ser, logo firmou-se um gigante: O Tracker The Pirate Bay. Um tracker é um servidor que indexa os arquivos .torrent, responsáveis por indicar fontes de download para as partes do arquivo. O Tracker não armazena os dados de download, apenas indexa ponteiros que indicam onde encontrá-los… Mas isso bastou para que as agências reguladoras de questões de direitos autorais, associações de gravadoras e etc conseguissem desativar judicialmente os servidores do The Pirate Bay. Muitos retornos aconteceram, pois os servidores eram hospedados em países com legislação diferente, mas o fato é que após estes “ataques” o índice de arquivos não era mais o mesmo.
A boa notícia é que existem muitos Trackers, alguns maiores, outros menores, Trackers fechados onde é necessário convite/registro, Trackers dedicados a filmes, seriados, música…
Abaixo listo alguns dos Trackers que tenho usado atualmente. Pretendo manter esta lista atualizada:
VCDQ.com: www.vcdq.com É um Tracker especializado no lançamento de filmes e seriados. A existência de links para a capa do filme, a entrada correspondente no IMDB e notas para qualidade do video e audio dão boas informações antes mesmo que o download seja iniciado.
TorrentTree: www.torrenttree.com Tecnicamente não é um tracker, mas um indexador de trackers. Ao realizar uma busca no Torrent Tree a busca é realizada automaticamente em diversos trackers e os resultados condensados em uma única tela de resultados. Isso é muito bom para facilitar a comparação entre diferentes arquivos torrents ou a busca por arquivos menos populares.
btjunie: www.btjunkie.org Afirma ser o maior indexador de torrents da atualidade. Possui mais de 5 milhões de arquivos indexados e adiciona em torno de 5 mil novos arquivos diariamente. Um dos pontos fortes do btjunkie é a diversidade do conteúdo e a possibilidade de buscar torrents populares entre as diferentes categorias.
isoHunt: www.isoHunt.com Indexa mais de 100.000 trackers com um sistema de busca bastante eficiente. Recebeu uma atualização recente que tornou sua interface muito rápida. Os resultados das buscas sempre são bastante relevantes, porém, não permite que comentários sejam adicionados aos torrents.
Gostaria de sugerir outro Tracker? Quais os seus hábitos no download de torrents? Compartilhe sua experiência nos comentários!!
Filed under Aquarismo by Tiago Loges on 25 August, 2010 at 23:02
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Meu aquário no escritório em 12.05.2010
Desde que comecei a escrever sobre aquarismo venho vinculando os assuntos com a minha experiência prática. Anteriormente citei os primeiros ítens adquiridos para um novo aquário e também como se deu a escolha das plantas.
Não poderia falar de outro assunto agora se não sobre como começar um novo aquário. O processo inicial, após montar o aquário com seus equipamentos, substrato e decoracão, exige paciência. É neste momento que adicionamos a água, que deve ser corretamente preparada, e então é necessário que uma série de bactérias desenvolvam-se antes que os peixes comecem a fazer parte do sistema.
Fica mais fácil conduzir esse processo e respeitar o tempo necessário para que ele ocorra se entendermos de fato como ele funciona.
Quando montamos um aquário novo adicionamos diversos ítens que irão interagir por toda a existência daquele conjunto. O material de fundo (o substrato, areia, pedras, cascalho, terra, etc), as plantas, os elementos filtrantes, a comida que é diariamente adicionada e é claro, os peixes, estarão constantemente realizando trocas. Uma parte delas é bem vísível: os peixes se alimentam, as plantas crescem, soltam folhas, os filtros passam a acumular material sólido, certas áreas do aquário começam a criar algas e assim por diante… Mas uma parte muito maior e importate dessa troca acontece, na maior parte do tempo, sem que possamos ver. É o ciclo do nitrogênio.

Ciclo do Nitrogênio
O Ciclo do Nitrogênio é o processo onde substâncias tóxicas aos peixes, como a amônia, são convertidas em substâncias menos tóxicas. Este processo ocorre na natureza e como o aquário é um mundo em miniatura, devemos prepará-lo para que nele este processo também seja viável. E no nosso caso, quem viabiliza este processo é um grupo específico de bactérias. Por isso, antes de adicionarmos peixes ao aquário, devemos criar um ambiente favorável ao aparecimento e fixação destas bactérias. Este processo leva alguns dias (ou talvez semanas), dependendo do método usado.
Devemos inicialmente adicionar uma pequena quantidade de matéria orgânica no aquário, que por sua vez irá se decompor e liberar amônia. Esta amônia serve de alimento para a pequena quantidade de bactérias já existentes na água. Providas de alimento, as bactérias irão se multiplicar e se fixar nas superfícies porosas (no substrato, nas pedras, nos elementos filtrantes e até mesmo na superfície do caule das plantas e vidros). Uma vez que existam bactérias suficientes, os níveis de amônia e outros compostos baixam e podemos considerar que a ciclagem do aquário está completa.
Existem diversos métodos para ciclar um aquário novo, alguns mais rápidos, outros mais lentos. Alguns indicam o uso de um único peixe “cobaia”, outros recomendam o aproveitamento de água já ciclada de um aquário antigo… Mas todos os métodos têm o mesmo objetivo: desenvolver colônias de bactérias. Explico abaixo os métodos mais conhecidos, e no final do artigo comento sobre minha experiência prática:
Ciclagem com Peixe “Cobaia”: Este é o método mais tradicional, onde adicionamos um ou mais peixes pequenos e resistentes no aquário, para que estes forneçam o material orgânico necessário para a formação das colônias de bactérias. Após a adição dos peixes, devemos trocar 15% da água a cada dois dias, e manter este processo por uma semana. Neste ponto, devemos realizar os testes de amônia, nitritos e nitratos, que devem indicar um nível alto para amônia e talvez um pouco de nitritos. Isso indica que os peixes estão fornecendo o material orgânico necessário, e que já existem bactérias convertendo amônia em nitritos. Devemos manter o processo de ciclagem por mais 4 semanas, ou até que os níveis de amônia e nitrito tenham caído a zero. A partir de então podemos começar a adicionar os demais peixes ao aquário, nunca todos de uma só vez, pois isso causaria um novo desequilíbrio no ciclo, permitindo um aumento repentino na quantidade de amônia na água.
Este método é eficaz, mas considero lento e arriscado pois expõe alguns peixes a um ambiente hostil e pode provocar surtos de doenças no aquário antes mesmo que ele esteja completamente montado.
Ciclagem sem Peixe: Neste método não adicionamos peixes, apenas as plantas e uma pequena quantidade de comida. Esta última irá se decompor e fornecer a amônia necessária para a formação das colônias de bactérias. Alguns aquaristas também usam amônia líquida (usada como produto de limpeza) no processo de ciclagem, mas eu considero este processo perigoso pois pode aumentar de forma muito brusca a quantidade de amônia disponível e, dependendo da qualidade do produto pode adicionar componentes químicos indesejáveis a água.
Iniciamos essa ciclagem adicionando algumas pitadas de comida em flocos ao aquário, processo que deve ser repetido diariamente. Note que devemos adicionar uma pequena quantidade a cada dia, evitando um possível descontrole nos níveis de amônia. Passada a primeira semana, podemos começar a acompanhar o nível de amônia na água. Caso seja maior que 5 ppm, devemos reduzir ou parar a adição de comida. Durante este processo de ciclagem, a água do aquário não deve ser trocada. Em até um mês o ciclo deve estar concluído e as medições de amônia e nitritos muito próximas de zero. Se a medição de nitratos acusar alta, trocas parciais de água (20%) devem ser realizadas diariamente até que a medição de nitratos esteja abaixo de 10ppm. Assim que estes parâmetros sejam alcançados, podemos iniciar a adição gradual dos peixes.
Ciclagem usando água de um aquário antigo: Este é um dos métodos mais rápidos. Consiste em completar metade do tanque com água de um aquário já estabelecido e a outra metade com água nova. Desta forma, estaremos trazendo uma grande quantidade de bactérias já desenvolvidas, bem como quantidades aceitáveis de amônia, nitritos e nitratos. No caso de aquários com elemento filtrante removível (pelets de carvão ativado, filtros de esponja, etc) também pode ser interessante aproveitar o elemento filtrante de um aquário antigo no aquário novo. Devemos manter o aquário ciclando por 2 ou 3 dias, adicionando uma pitada de comida diariamente para fornecer às bactérias uma fonte de amônia. Se possível, realizar testes de amônia, nitritos e nitratos até que os valores de amônia e nitritos estejam próximos de zero. Em menos de uma semana seu aquário estará pronto para receber os novos peixes.
Este método é muito rápido e eficaz, porém, devemos ter cuidado ao escolher o aquário que servirá como matriz (fornecedor da água) pois além das bactérias benéficas podemos trazer algas, doenças ou compostos indesejáveis ao novo aquário.
Ciclagem com acelerador biológico: Existem produtos para aquário que atuam acelerando o processo de ciclagem do aquário. Alguns produtos prometem conter bactérias vivas, outros, prometem fornecer componentes que favorecem o aparecimento das bactérias atuantes no ciclo do nitrogênio. Quando optamos por este método, devemos lembrar que não basta dosar o produto no aquário e considerá-lo ciclado. Mesmo que o produto realmente forneça bactérias vivas, devemos aguardar o tempo necessário para a fixação e formação de colônias, bem como a normalização dos parâmetros da água, pois só então poderemos contar com alguma estabilidade no sistema.

Aquário Ciclando sem Peixes
Confesso que no passado desrespeitei diversas vezes o tempo necessário para ciclagem do aquário. Isso me custou alguns peixes, problemas com água turva, descontrole de algas, etc… Mas, a experiência acabou ensinando que este processo é sim muito importante e uma vez concluído, garante uma biologia consistente ao aquário.
No último aquário que montei (foto ao lado), usei o método de ciclagem sem peixes. O material orgânico foi fornecido pelas plantas e o tempo de ciclagem foi grande, praticamente um mês. Neste período acompanhei o surgimento de algas (indicando um aumento na quantidade de nitratos) mas que logo foi resolvido com as trocas parciais de água. Atualmente, apesar do reduzidíssimo tamanho do aquário, basta que eu faça trocas semanais de 40% da água com boa sifonagem do fundo para que a biologia se mantenha estável.
E você? Conhece algum método diferente de ciclagem? Compartilhe suas experiências nos comentários!